
O Mercado Pago divulga que os Cofrinhos rendem “até 120% do CDI” — mas esse número não é automático pra todo mundo. Existe um degrau: 100% do CDI é o padrão, e pra chegar em 120% você precisa cumprir uma condição específica. Vale entender as regras reais antes de decidir se vale a pena mudar sua reserva pra lá.
O que é o Cofrinho, na prática
É um espaço dentro da própria conta Mercado Pago onde o saldo (ou um valor que você separa) rende automaticamente todo dia útil, com resgate imediato — parecido com deixar dinheiro num CDB de liquidez diária, só que embutido no app que muita gente já usa pra Pix e pagamento.
As três faixas de rendimento (regra oficial, checada em 08/2026)
- 100% do CDI — é o que qualquer conta recebe, sem precisar fazer nada
- 115% do CDI — pra quem deposita R$ 1.000 por mês na conta Mercado Pago (não precisa manter o valor parado, só fazer o aporte mensal) — e automaticamente pra contas de pessoa jurídica
- 120% do CDI — assinando o Meli+ (o próprio Mercado Pago descreve o acesso a essa taxa maior como sem custo adicional dentro do plano)
Ou seja: quem só abre a conta e deixa o dinheiro parado sem cumprir nenhuma dessas condições fica nos 100% do CDI — ainda assim, competitivo com Tesouro Selic e CDB de banco grande, que também costumam girar perto de 95%-100% do CDI (veja nosso comparativo de CDB, Tesouro Direto e poupança).
O detalhe que muita gente esquece: tem Imposto de Renda
Diferente da poupança (isenta), o rendimento do Cofrinho paga Imposto de Renda regressivo, igual qualquer renda fixa — de 22,5% até 180 dias, caindo até 15% acima de 720 dias. O Mercado Pago não cobra taxa nenhuma pra usar o Cofrinho, mas o IR desconta parte do que aparece “bruto” na tela. Pra comparar o valor líquido de verdade com a poupança e o Tesouro Selic, usa nosso simulador poupança vs. Selic/CDI — a lógica de cálculo é a mesma.
Pra quem tem negócio (MEI, autônomo)
Se sua conta é de pessoa jurídica, o Cofrinho já rende 115% do CDI automaticamente, sem precisar do aporte mensal de R$ 1.000 nem de assinatura — é a única faixa que já vem “de graça” pra quem fatura pela empresa. Pra quem recebe de clientes direto na conta e não quer deixar esse dinheiro parado sem render entre um pagamento e outro, é uma diferença real ao longo do ano.
Vale trocar a poupança pelo Cofrinho?
Pelas contas: mesmo nos 100% do CDI (o padrão, sem fazer nada), o Cofrinho tende a render mais que a poupança em quase qualquer prazo, porque a diferença bruta entre CDI e a regra da poupança é grande demais pro Imposto de Renda anular — o mesmo raciocínio que já vale pra CDB e Tesouro Selic. A vantagem do Cofrinho é a praticidade de já estar dentro de um app que você provavelmente já usa; a desvantagem é que não tem a garantia extra do FGC de um CDB tradicional (o Mercado Pago usa uma estrutura própria de custódia) — vale ler os termos oficiais antes de colocar uma reserva grande lá.
Se quiser abrir conta e testar, é gratuito — use nosso link e ganhe R$ 20 de desconto no primeiro pagamento pelo app. E se o seu caso é pessoa jurídica recebendo por maquininha, veja também a maquininha que recomendamos, com taxas promocionais pra quem está começando a vender.